1ºETENPS realiza oficina sobre as Danças dos Orixás e suas influências nos Teatros Negro


Como uma das atividades que compôs a programação do 1ºETENPS, visando promover formação continuada nas teatralidades que permeiam os Teatros Negro, a oficina - a importância das danças dos Orixás e suas influências nos Teatros Negro, ministrada pelo Ator, Dançarino, Coreógrafo e Produtor Cultural Andhy Oliveira, possibilitou uma ampla percepção dos corpos, dos movimentos, da importância dos ritmos e confluências advindas dos arquétipos dos Orixás Exú, Oxum, Iansã, Ogún e Oxóssi, trabalhando diferentes dimensões e possibilidades que, dentro das teatralidades negras, contribuem nos processo criativos, possibilitando também a compreensão dos significados epistemológicos, simbólicos e cênicos, essenciais para além da mera execução.

Andhy Oliveira é criador de diversas coreografias e performances em espetáculos teatrais em Feira de Santana e região, com participação em eventos e concursos de dança, dança afro, sendo também Professor em diferentes instituições, palestrante e coreógrafo.

Com uma longa e marcante carreira no Teatro feirense, tem trabalhos realizados em diferentes espaços culturais da cidade, tendo participado de diversos projetos, além dos seus próprios, se constituindo numa grande referência para atores e atrizes negros e negras, seja nos campos da produção teatral, principalmente intepretação, preparação corporal, estas marcas latentes de seu trabalho, base para muito estudo, experimentação e criação performativa.

Para o público presente, que variou entre atores, atrizes, produtores culturais, curiosos e simpatizantes, a oficina foi um dos grandes momentos do 1ºETENPS, de suma importância, pois para além das diversas possibilidades de apropriação das danças e arquétipos dos Orixás, para desmistificar estereótipos que perduram sobre as religiões e matrizes africanas, compreensão, consciência corporal e mais um momento de experimentação, de laboratório para Andhy Oliveira.

Projeto Leitura Negra e GETTEN
Foto e texto | Roberto Neto
Publicado em 12.12.2024