SecultBa reúne Representantes Territoriais de Cultura para fortalecer as políticas culturais no estado
Avançar e consolidar a política territorial de cultura, potencializando as manifestações e vocações artístico-culturais de cada um dos 27 territórios de identidade da Bahia. Essa é a vontade dos gestores e Representantes Territoriais de Cultura (RTCs) da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBa) que se reuniram, nesta quinta-feira (11), no encontro Diálogos Territoriais, realizado no Museu de Arte da Bahia (MAB), em Salvador. O encontro segue até a quinta-feira (11) e busca alinhar a atuação dos RTCs às normas, orientações e procedimentos da SecultBa, assim como apresentar e refletir sobre o planejamento das políticas culturais.
Além do secretário de Cultura, Bruno Monteiro, e da superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), Amanda Cunha, também estiveram presentes a superintendente de Promoção Cultural (Suprocult), Sara Prado; o diretor da Fundação Pedro Calmon (FPC), Vladimir Pinheiro; a diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Pitti Canela; a diretora do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), Luciana Mandelli; representando o centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), Cassi Coutinho; e o presidente do Conselho Estadual de Cultura (CEC), Silvio Portugal.
Quem abriu o evento foi a cordelista Janete Lainha, também conhecida como mestre Lainha, RTC do território Litoral Sul. Natural da cidade de Ihéus, Lainha já escreveu mais de 900 cordéis e apresentou um que fala da importância e do dia a dia de trabalho dos RTCs. “Cultura não é evento, precisa fazer direito; traçar suas metas e fazer de tudo um pouco; escutar, ser escutado, ter destino; trabalhar muito e algumas vezes a estrada é seu escritório; o RTC quando chega traz desenvolvimento”, disse Lainha em alguns de seus versos.
Os RTCs são agentes do estado, que atuam nos 27 territórios de identidade da Bahia, sendo os responsáveis diretos pelo desenvolvimento da política territorial de cultura. O secretário Bruno Monteiro enfatizou que “alinhamento não se trata de tutelar o trabalho do profissional que está na ponta”, mas sim refletir sobre a missão de Estado e a construção de políticas de base, que sejam fortes o suficiente para sobreviverem ao tempo e às mudanças de governo. “Vocês são autoridades no território de vocês, seja para propor e realizar ações, seja para identificar e receber as cobranças da sociedade”, disse.
Coadunando com o pensamento do secretário, a superintendente Amanha Cunha lembrou que muitos RTCs são profissionais com trajetórias já reconhecidas em suas comunidades e áreas de atuação, mas que saber ser governo é um exercício diário e depende de um processo formativo e pedagógico, que se faz com diálogo e compreensão do projeto programático. “A gente tem um novo projeto para essa gestão da Secretaria e se os RTCs são as pessoas que representam e levam esse projeto aos territórios, então, precisam ser os primeiros a saberem o planejamento da pasta”, disse Amanda, defendendo a necessidade de empoderar os RTCs através de fluxos de informações que cheguem até esses profissionais. “Sabemos que muitas vezes o trabalho do RTC é meio solitário por estar na ponta, e por isso momentos como esse são tão importantes”, disse.
Os RTCs atuam em seus territórios de identidade articulando os segmentos culturais entre os municípios. Laís Abreu, representante do território de Irecê, lembra que esse encontro é continuidade de outras formações que já vinham sendo feitas, mas é o primeiro realizado de forma presencial. “É fundamental para a gente conhecer melhor o planejamento estratégico pensado por essa nova gestão do Bruno Monteiro e pensar como os RTCs irão atuar, levando em conta o novo cenário que temos para a cultura a nível nacional”, disse Laís, destacando o momento de expectativa e entusiasmo com a retomada das políticas culturais no país.
O evento Diálogos Territoriais continua amanhã, quarta-feira (10), quando acontecerá uma conversa com o diretor de Planejamento Territorial, Tiago Xavier, sobre política territorial e seus desafios, além da apresentação dos planejamentos estratégicos das unidades vinculadas à SecultBa e das diretorias que integram a Sudecult, e mais um bate-papo sobre o plano de comunicação da Secretaria.
Matéria publicada em 10.05.2023
Fonte: Secult-BA
Fonte: Secult-BA