Conheça os projetos baianos selecionados no edital Natura Musical 2022
Dos 33 projetos selecionados no o edital Natura Musical 2022, cinco são baianos. A lista foi publicada nesta segunda-feira (31), através dos canais oficiais do edital. No total, foram 19 artistas e 14 coletivos. De acordo com os organizadores, todos os projetos selecionados têm a premissa de fundamentar um panorama mais amplo da cena contemporânea, de modo a destacar a diversidade de gêneros, linguagens e formatos.
Do samba ao pagode, do rap ao
pop e dos pequenos aos grandes festivais, o edital contempla com especial força
neste 2022 a musicalidade de povos originários e seu engajamento natural em
pautas como a sustentabilidade, tema prioritário no debate relacionado à
emergência do clima.
Relação dos projetos baianos selecionados:
A Casa do Hip-Hop é um espaço de referência sócio-cultural e articulação estratégica da cultura hip-hop e da juventude negra do estado da Bahia. Localizada no Pelourinho, é um polo de formação e produção que trabalha com arte-educação, empreendedorismo e inovação, estimulando carreiras artísticas, pesquisa, aperfeiçoamento de técnicas e trabalho coletivo, com a perspectiva de contribuir com a superação das desigualdades socioculturais e raciais. A Casa do Hip-Hop realiza oficinas formativas, shows, mostras e podcast.
Com versos retos e muito swing, a cantora e compositora Cronista do Morro é uma revelação do hip-hop/trap. A rapper soteropolitana trabalha no produção e lançamento de seu primeiro disco, que terá rimas inspiradas na sua vivência enquanto uma uma mulher preta, periférica, lésbica, que se confronta cotidianamente com a violência, precariedade e conflitos sociais.
O Pagode Por Elas (PPE) é uma plataforma que surgiu em 2019, sendo o primeiro canal de conexão, entretenimento e informação voltado às mulheres do pagodão baiano. Após dois anos de atuação, acontece a primeira edição do Festival Pagode Por Elas, com o tema A Nova Década do Pagodão, envolvendo ações de produção, formação e promoção de mulheres cis, trans e pessoas LGBTQIA+ no pagode.
Festival Itinerante com shows do grupo musical Marujos Pataxó, formado por artistas da Terra Indígena Barra Velha, aldeia localizada no município baiano de Porto Seguro. O projeto ainda prevê a gravação de um disco com canções de samba indigena autorais, documentário, feira cultural e oficinas musicais.
A obra dos Tincoãs se inscreve no compêndio de matrizes musicais afro-brasileiras, sendo reconhecida dentro e fora do país como um legado cultural do Brasil. Em 2022, Mateus Aleluia promove o lançamento do álbum inédito Os Tincoãs – Canto Coral Afrobrasileiro, gravado em 1982 no Rio de Janeiro. Com arranjos e regência dos maestros Leonardo Bruno e Armando Prazeres e participação do Coral da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, a obra ficou guardada durante 40 anos e chega aos ouvidos dos fãs em formato digital e vinil.
Jovem artista-travesti, negra e nordestina, Ventura Profana busca questionar os paradigmas baseados nos termos da cultura euroamericana, colonial, heterocentrada e cisnormativa dominante. Em Procure Vir Antes do Inverno, primeiro álbum visual da multiartista, Ventura Profana trata da habilidade de “não perder a fé e nunca morrer”. O trabalho tem produção musical de MV Hemp e Mahal Pita, além de participação de Mateus Aleluia.