Livro "Alegria Café Quentinho" será lançado no dia 21 de maio
O livro Alegria Café Quentinho (Joy and Hot Coffee) organizado por Dimitri Ganzelevitch será lançado, virtualmente, no dia 21 de maio de 2021, sexta-feira, às 16 horas, no canal do YouTube: http://bit.ly/alegriacafequentinho. Nesta data, também será comemorado o aniversário de 46 anos da chegada de Dimitri Ganzelevitch na Bahia (1975).
Este “livro-documentário” mostra com textos e
imagens, a expressão de arte contida nesta atividade comercial, presente no dia
a dia das ruas da cidade de Salvador-Bahia, através de objetos únicos,
esculturas ambulantes que representam de forma inédita, a cultura popular
urbana.
Essa forma de vender café
nas ruas e praças de Salvador surgiu na década de 70, e estima-se que no final
do século XX, o número de vendedores de café chegou a aproximadamente
quinhentos profissionais que, usavam os carrinhos ou as “guias” de mão (sem
rodas), como instrumentos de trabalho.
São objetos construídos de
forma artesanal, com materiais reciclados, pinturas especiais e personalizadas,
que estabelecem uma comunicação visual, social e sonora com o público
consumidor, incluindo moradores, turistas e transeuntes da cidade.
A publicação também registra o Concurso de Guias e
Carros de Cafezinho, criado por Dimitri Ganzelevitch em 1987, que contou com 13
edições em um período de 20 anos, sendo o último realizado no dia 19 de
dezembro de 2007. E, tem o objetivo de valorizar este ofício, os profissionais
envolvidos na venda, na criação e na construção destes veículos e despertar a
atenção para a arte presente nos objetos do nosso cotidiano, a ser preservada
como parte do patrimônio histórico da cidade.
A edição bilíngue (português/inglês), com 136
páginas, impressa a 4 cores, com tiragem de 500 exemplares, assinada por
Azeviche Design Editora, é apresentada por Paulo Miguez, com textos escritos
por Dimitri Ganzelevitch, Eduardo Fróes e um Cordel, criado especialmente para
este livro por Franklin Maxado. As fotografias são de autoria de Dimitri
Ganzelevitch, Ludmila Mueller Leal, André Jolly, Isabel Gouvêa, GiRO Design
Social e Maria Helena.PS e algumas imagens são do arquivo pessoal de Dimitri.
O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia
através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia
(Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria
Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
Dimitri
Ganzelevitch - marchand, colecionador de arte popular, produtor
cultural, cronista e fotógrafo, atua na preservação das manifestações culturais
e do patrimônio histórico da cidade do Salvador.
Nasceu em Marrocos, em 1936; estuda em Paris,
Londres e e Lisboa; em 1975, muda para Salvador; e, desde 1975, vive no bairro
de Santo Antonio.
Em 1987, cria a “Associação Cultural Viva
Salvador” e organiza: o “1°Concurso de Guias e Carrinhos de Cafezinho”; o
“Festival da Escada”, semana de atividades artísticas na escadaria da Igreja do
Passo; organiza com a socióloga Ana-Meire Aguiar, o “Concurso de Penteados
Afro-Brasileiro” na escadaria da Igreja do Passo. Em 1992, criou a
decoração da Rua Direita de Santo Antonio para o Desfile de 2 de julho, que se
tornou tradição desde então. Em 1996, criou e organizou o projeto editorial “Os
Ouros de São Francisco”. De 1997 a 2001, foi cronista e crítico gastronômico do
Jornal Gazeta Mercantil. Em 1998, funda o “Jornal do Boqueirão” do bairro do
Santo Antônio. De 2001 a 2005, criou o “Concurso Presépio na Janela”. De 2003 a
2005, organiza o ciclo “Música no Boqueirão”. De 2005 a 2010, fotografa o
Carnaval de Maragogipe. Em 2007, o Ministério da Cultura registra o Solar Santo
Antônio como Casa-Museu. No mesmo ano, organiza o “13° Concurso de Guias e
Carros de Cafezinho”, no Mercado Modelo, evento documentado pela BandTV,
TVEducadora, SBT, Globo (Fantástico) a TV Uruguaia e JapanTV.
Em 2010, participa da finalização do filme/vídeo
documentário “Bahia de todas as festas”, de autoria do cineasta Martial
Toussaint du Wast e passou a ser cronista do Jornal A Tarde. Em 2014, a
Casa-Museu Solar Santo Antonio participa da 3ª Bienal de Arte da Bahia. Em
2020, cria o projeto de incentivo à leitura “Livro na Janela”.
